Garou vs Endron: o papel dos lobisomens na proteção de Gaia no jogo Werewolf: The Apocalypse - Earthblood
- Pedro Jadon
- 10 de abr.
- 3 min de leitura

Werewolf: The Apocalypse – Earthblood é um jogo de RPG de ação desenvolvido pela empresa francesa Cyanide e publicado pela Nacon.
O jogo nos apresenta Gaia, três forças essenciais que representam a Terra e os seres vivos: a Wyld, a criação abundante e sem forma; a Weaver, que molda e cria a ordem a partir do caos; e a Wyrm, cujo propósito original era destruir o velho para dar lugar ao novo.
No entanto, esta última força perdeu o controle devido ao ódio, à ganância e à maldade, tornando-se uma fonte de corrupção que visa destruir o planeta e, junto com a humanidade. Agora, Gaia conta com os Garou (lobisomens formados por humanos, lobos e espíritos) para protegê-la.
A Wyrm tem como uma de suas principais aliadas a corporação petrolífera Endron. Embora a empresa cresça globalmente alegando possuir recursos para salvar o mundo, na verdade, ela destrói florestas e a natureza para expandir seu território e ter relevância no mercado.
A história foca em Cahal e sua equipe, baseados em Tarker's Mill. Ao tentarem impedir o avanço da empresa no território local, o plano fracassa. Cahal perde sua esposa, Ludmilla, que morre após se infiltrar na organização. Consumido pela fúria em sua forma de lobisomem, ele acaba matando um membro do próprio grupo e escolhe o exílio por cinco anos para proteger sua filha, Aedana, e sua matilha.
Após esse período, Cahal retorna para investigar os novos planos da Endron: o Protocolo Earthblood, um experimento que transforma seres humanos em cobaias e os converte em criaturas terríveis conhecidas como Fomori.
Sobre a História do Jogo
Foi interessante observar como o estúdio conseguiu conciliar um problema que assola a humanidade há décadas — a destruição do meio ambiente e a degradação do planeta — com elementos espirituais e cósmicos. Outro ponto relevante na narrativa é a atuação e a reputação da corporação; ela se vendia ao mercado como uma organização preocupada com as causas ambientais, quando, na verdade, ela era o oposto disto.
Cahal e Yfen:

Cahal e suas três formas de combate
Durante a campanha, podemos alternar entre três formas que proporcionam uma experiência distinta de outros títulos do gênero: Humano, Lupino e Crino.
Humano: Neste estado, é possível interagir com os personagens nos ambientes, coletar documentos e absorver espíritos para subir de nível. A jogabilidade foca no combate furtivo (stealth) e no uso de uma balestra para confrontos à distância.
Lupino: Forma ideal para infiltração, permitindo atravessar locais apertados, como dutos de ventilação, e reduzindo drasticamente a detecção pelos guardas da corporação.
Crino: Aqui assumimos a forma de lobisomem para o combate corpo a corpo. O sistema alterna entre ataques fortes e fracos sob duas posturas diferentes, além de contar com um estado de frenesi que aumenta o dano e a agressividade nas lutas.
Crino, Humano e Lupino:

Controle da Fúria
Ao interagir com personagens-chave na investigação, um ícone indica o nível de fúria de Cahal. O jogador pode optar por interromper o diálogo e atacar de imediato ou controlar a raiva até o fim da conversa. Esse mecanismo é interessante, pois permite observar o comportamento de Cahal nos diálogos.
Cahal se transformando em Crino:

Problemas Técnicos
Bugs nas Cutscenes: Durante boa parte da jornada, as cutscenes apresentaram falhas, como diálogos travados e queda na qualidade gráfica. Esses problemas técnicos prejudicaram a imersão durante a campanha.
Repetição de inimigos
Repetição de inimigos: este é um ponto fraco e decepcionante do título. Ao longo de toda a campanha, os modelos de inimigos são praticamente idênticos, o que torna o ciclo de jogabilidade cansativo após algumas horas.
Lupino no modo stealth no laboratório da Endron:




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