Slitterhead entrega boa narrativa e mecânica de possessão, mas é repetitivo nos ciclos temporais do jogo
- Pedro Jadon
- 13 de mai.
- 2 min de leitura

Slitterhead é um jogo de terror e ação criado e desenvolvido pelo Bokeh Game Studio. Seu diretor, Keiichiro Toyama, também foi responsável por outros títulos como Silent Hill, Siren e Gravity Rush.
O jogo se passa na cidade fictícia de Kowlong nos anos 90, que se encontra em situação caótica e repleta de slitterheads (cabeças rasgadas).
O jogador controla Hyoki, uma entidade espiritual sem corpo físico nem memória de acontecimentos passados. Ele descobre que os slitterheads estão infiltrados entre os seres humanos.
Ao jogar sangue em humanos identificados como esses monstros, eles se revelam abrindo as cabeças de seus hospedeiros e se transformam em criaturas letais.
O fato de Hyoki não ser humano, e sim uma entidade, permite que ele vá possuindo pessoas durante as explorações na cidade e nos combates, quando seus hospedeiros apresentam pouca vida.
No jogo também há personagens chamados de Raridades. Essas pessoas têm maior resistência à possessão e lutam ao lado de Hyoki, utilizando suas habilidades contra os inimigos.
Slitterhead dispõe de sistemas de loopings temporais, ou saltos na linha do tempo. Com isso, Hyoki retorna a eventos passados para salvar aliados que morrem durante a campanha e também para investigar pistas perdidas.
Narrativa do jogo
Slitterhead apresenta uma história bem construída, fazendo com que o jogador fique imerso durante a campanha. O sistema de loopings, que permite voltar no tempo, apesar de parecer confuso no início, preenche as lacunas deixadas ao longo da história, fazendo com que os jogadores compreendam os verdadeiros motivos por trás dos acontecimentos.
Imagem da cidade de Kowlong:

Possessão de civis e raridades
A mecânica de possessão é um ponto interessante e essencial durante a campanha. Em alguns momentos, os civis ou as próprias raridades não conseguem atravessar certas barreiras do mapa. Se houver algum personagem próximo a elas, o jogador pode possuí-lo para acessar essas áreas e dar continuidade tanto à exploração quanto à história do capítulo.
Ao possuir as raridades, é possível utilizar suas diversas habilidades. Com Alex, por exemplo, o jogador empunha armas feitas de sangue, como uma espada ou uma escopeta.
Alex utilizando arma de sangue em combate durante a possessão:

Loopings que cansam com o tempo
Apesar de essa mecânica de voltar ao tempo ser essencial nas missões, ela se torna repetitiva e acaba cansando o jogador ao longo da campanha.
Imagem da cidade de Kowlong enquanto a história volta no tempo:

A timidez da trilha sonora de Akira Yamaoka
Diferentemente de Silent Hill, em que a trilha sonora composta por Yamaoka deixa o jogador tenso em determinados momentos, em Slitterhead, com exceção do tema de introdução, ela não provoca essa mesma sensação, o que surpreende por se tratar de um jogo de terror.
Imagem do compositor Akira Yamaoka:

Tema do jogo Slitterhead:
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