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Rise of the Ronin: uma jornada histórica e envolvente pelo Japão entre os acertos e erros do jogo

Pedro Jadon
30 de set.
4 min de leitura
Imagem: Team Ninja
Imagem: Team Ninja

Rise of the Ronin é um jogo desenvolvido pela Team Ninja e publicado pela Sony Interactive Entertainment para PlayStation em março de 2024.

O jogo se passa no Japão do século XIX, durante um dos períodos mais turbulentos da história do país. Durante séculos, o Japão esteve sob o domínio do Xogunato Tokugawa, um governo militar que manteve o país relativamente isolado das nações estrangeiras. Esse equilíbrio, porém, começou a desmoronar quando as potências ocidentais passaram a pressionar o Japão pela abertura de seus portos e pelo estabelecimento de relações comerciais, resultando em tratados de amizade e comércio.

O protagonista foi criado desde a infância ao lado de seu irmão gêmeo por uma sociedade secreta conhecida como Veiled Edges, ou Lâminas Veladas. Os dois são treinados pelo grupo para lutar e cumprir missões arriscadas. Por terem crescido e lutado juntos, desenvolvem uma ligação extremamente forte, aprendendo e evoluindo lado a lado.

Nosso personagem é enviado para uma missão com o objetivo de assassinar o comandante Matthew Perry, que havia chegado ao Japão com seus navios de guerra para exigir a abertura comercial do país aos comerciantes estrangeiros. No entanto, o plano dá errado após o confronto com as forças do comandante. Durante a fuga, o irmão do protagonista acaba ficando para trás e é dado como desaparecido.

Depois que os dois se separam, o protagonista parte para Yokohama em busca de respostas e acaba se envolvendo nos conflitos que marcaram o fim do Xogunato Tokugawa e a Guerra Boshin. De um lado estão aqueles que apoiam o Xogunato e do outro, aqueles que defendem a restauração do poder imperial.

Durante essa jornada, conhecemos personagens históricos como Ryoma Sakamoto, Shinsaku Takasugi e Kogoro Katsura. As escolhas do jogador podem influenciar as alianças estabelecidas ao longo da aventura, permitindo apoiar diferentes grupos e afetando os relacionamentos com outros personagens e determinados acontecimentos da história.


Uma viagem pela história do Japão

Além de apresentar uma narrativa envolvente, Rise of the Ronin também funciona como um convite para conhecer um período importante da história do Japão. O jogo consegue prender a atenção do jogador ao acompanhar a busca por sua lâmina gêmea e, ao mesmo tempo, apresentar os acontecimentos que envolvem sua trajetória e as forças que ameaçam mergulhar o país em um grande conflito.

Um dos aspectos mais interessantes dessa experiência são os chamados lugares emblemáticos, espalhados pelo mundo aberto. Eles incluem edificações, academias militares, pontes, templos e outros locais importantes, muitos deles inspirados em lugares reais do Japão durante o período Bakumatsu.

Ao explorar esses locais, o jogador pode conhecer um pouco mais sobre a importância histórica, cultural e social desses espaços, além de compreender melhor o contexto em que foram construídos e utilizados.


Linha do tempo de Rise of the Ronin, que pode ser acessada através do Testamento da Alma:

Imagem: Team Ninja
Imagem: Team Ninja

Combate como ponto chave do jogo

O combate é um dos pontos que mais gostei em Rise of the Ronin. Ele é satisfatório e permite perceber claramente a evolução do jogador ao longo da aventura.

Depois de mais de 100 horas jogadas, posso dizer que o tempo necessário para executar o Contrafulgor, uma espécie de parry, é bastante justo. Quando realizado com precisão, ele reduz o Ki do inimigo e pode deixá-lo vulnerável a um ataque crítico extremamente poderoso, capaz de causar uma quantidade considerável de dano.

Outro aspecto que me chamou bastante a atenção é a variedade de estilos de luta disponíveis para os diferentes tipos de armas. O jogador pode escolher entre diferentes estilos de acordo com a situação ou com sua própria preferência. Essa possibilidade torna o combate mais versátil e permite adaptar a maneira de lutar aos diferentes tipos de adversários.

Além disso, é possível utilizar diferentes efeitos de status, como fogo, veneno e eletricidade, além de consumíveis que oferecem benefícios durante os confrontos, como melhorias de atributos e recursos relacionados ao Ki. Esses recursos podem fazer uma diferença importante, principalmente durante as batalhas mais difíceis.


Gêmeo da Lâmina e Yoshinobu Tokugawa em batalha contra o Assassino Caolho:

Imagem: Team Ninja
Imagem: Team Ninja

Aterrissagem com o planador e o problema de desfoque da câmera

Em Rise of the Ronin, o jogador possui diferentes formas de se locomover pelo mapa: a pé, nadando, a cavalo ou utilizando um planador. O planador é uma ferramenta bastante divertida e útil, pois permite alcançar áreas que seriam mais difíceis de acessar utilizando as outras formas de locomoção.

Além disso, ele proporciona uma perspectiva diferente do mundo do jogo, permitindo apreciar a paisagem enquanto se desloca pelo mapa.

Porém, em alguns momentos, tive problemas com a câmera durante a aterrissagem. Ao utilizar o planador e chegar ao destino, a câmera pode mudar de posição e, em determinadas situações, acabar direcionada para baixo. Isso fez com que eu perdesse, por alguns segundos, a visão completa do local onde estava aterrissando.

Em algumas ocasiões, achei essa situação frustrante, principalmente quando estava tentando aterrissar em um ponto específico e a mudança repentina da câmera prejudicava minha visão do local de chegada.


Gêmeo da Lâmina sobrevoando os arredores de Yokohama:

Imagem: Team Ninja
Imagem: Team Ninja

Missões de território que se repetem com o tempo

Em Rise of the Ronin, o jogador encontra diversos tipos de missões e atividades. Há as missões da história principal, as missões secundárias, que ajudam a desenvolver os vínculos com os personagens, e diversas atividades espalhadas pelas regiões do mapa, muitas delas relacionadas à exploração e à restauração da ordem pública.

Entre essas atividades, o jogador pode encontrar baús, gatos, realizar fotografias em locais específicos, enfrentar grupos de inimigos para restaurar a ordem pública de uma região e caçar alguns fugitivos.

No início, achei essa variedade bastante interessante, pois essas atividades ajudam na progressão do personagem e também podem proporcionar equipamentos e outros itens como recompensa.

Porém, conforme as horas de jogo foram passando, algumas dessas atividades começaram a ficar cansativas e repetitivas para mim. Isso acontece principalmente porque várias delas seguem o mesmo script e acabam exigindo que o jogador repita determinados tipos de tarefas espalhadas pelo mapa.

A ideia funciona bem no começo, principalmente por incentivar a exploração e apresentar diferentes partes do mundo do jogo. Entretanto, depois de uma determinada quantidade de horas, a repetição dessas atividades pode acabar tornando a exploração mais exaustiva do que divertida.


Região de Akasaka com as missões de território completas:

Imagem: Team Ninja
Imagem: Team Ninja

Rise of the Ronin está disponível para as plataformas: Playstation 5 e PC



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