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Onimusha: Way of the Sword brilha no combate, mas peca na variedade de chefes

Pedro Jadon
há 5 dias
4 min de leitura
Imagem: Capcom
Imagem: Capcom

Onimusha: Way of the Sword é um jogo de ação com combate baseado em espadas, desenvolvido e publicado pela Capcom. Lançado em setembro de 2026, o título marca o retorno da franquia com um novo jogo após mais de 20 anos desde o lançamento de seu primeiro título.

A história acompanha Miyamoto Musashi, que chega à cidade de Kyoto em busca de oponentes capazes de testar suas habilidades. No entanto, ao chegar ao local, o cenário que encontra é completamente diferente do esperado. Uma névoa chamada Miasma começa a corromper e devastar a cidade, enquanto os Genma — criaturas demoníacas — voltam a aparecer para espalhar a destruição.

Durante sua jornada, Musashi encontra seu rival, Sasaki Ganryu. Entretanto, a batalha entre os dois é interrompida quando um grupo de Genma os ataca. Ganryu acaba sendo morto pelas criaturas, enquanto o protagonista também é derrotado e perde a vida diante dos demônios.

Após sua morte, Musashi recebe de Yoshitsune a Manopla Oni, um artefato capaz de absorver as almas dos Genma e conceder poderes sobrenaturais ao seu portador. Inicialmente, porém, ele rejeita a manopla e se recusa a depender de uma força demoníaca.

Diante da ameaça dos Genma e dos acontecimentos que assolam Kyoto, Musashi é obrigado a aceitar a manopla e seus poderes. Ressuscitado, ele dá início a uma jornada para enfrentar as criaturas e descobrir a verdade por trás dos acontecimentos. Ao longo do caminho, descobrimos que Ganryu também retorna à vida após receber a Manopla Oni.


Narrativa envolvente

A narrativa de Onimusha: Way of the Sword é excelente! Foi muito bom acompanhar Miyamoto Musashi em sua jornada pelo caminho da espada. Desde os primeiros minutos, o jogo consegue prender a atenção do jogador, envolvendo-o em uma história cativante e repleta de personagens carismáticos.

Outro grande destaque são as provocações de nosso samurai durante os combates, tanto contra os Genma quanto contra os chefes. Essas interações tornam as batalhas ainda mais divertidas. Vale destacar, especialmente, a segunda luta contra os irmãos Iffu e Burai, no Mundo Oni. Nessa sequência, o jogo conseguiu me arrancar boas risadas, desde a cutscene inicial até o combate propriamente dito.


Musashi no templo de Kyomizu-dera:

Imagem: Capcom
Imagem: Capcom

Visuais e gráficos bem detalhados

Em Onimusha: Way of the Sword, fica evidente o empenho da Capcom na construção visual do jogo. Durante a campanha, podemos perceber o cuidado com as expressões faciais de Musashi e de outros personagens, como Shizuka e, principalmente, o vilão Yoshitsune, que apresenta expressões bastante distintas ao longo da história.

Também merece destaque o trabalho realizado nos cenários. Desde a cidade de Kyoto até o Mundo Oni e o Monte Oe, é possível perceber o cuidado da desenvolvedora com os detalhes e a ambientação de cada local.


O protagonista do jogo no Mundo Oni:

Imagem: Capcom
Imagem: Capcom

Combate como ponto alto do jogo

O combate é um dos maiores destaques de Onimusha: Way of the Sword. A mecânica me lembrou bastante os jogos do gênero soulslike, embora este título não pertença propriamente a essa categoria.

O timing necessário para aparar golpes (parry), defletir ataques, esquivar e executar o Issen exige precisão e atenção aos movimentos dos adversários, apresentando semelhanças com as mecânicas encontradas no gênero mencionado.

As lutas contra os chefes são bastante desafiadoras e exigem que o jogador tenha compreendido os conceitos apresentados durante os tutoriais e as sessões de treinamento.

Outro detalhe importante é a possibilidade de enfrentar novamente os chefes já derrotados. Esse recurso é interessante porque permite treinar e aprimorar as habilidades aprendidas ao longo da campanha. Além disso, o jogo oferece uma ampla lista de comandos que podem ser praticados durante a jornada, permitindo que o jogador domine as mecânicas de combate.


Myamoto Musashi em batalha contra Sasaki Ganryu no templo Kyomizu-dera:

Imagem: Capcom
Imagem: Capcom

Repetição de chefes ao longo da jornada

Um dos pontos negativos do jogo é a pouca variedade de chefes . Ao longo da campanha, essa limitação acaba se tornando cansativa, pois adversários que inicialmente representam um desafio passam a ser previsíveis, reduzindo a sensação de dificuldade proposta pelo jogo.

Por exemplo, perdi a conta de quantas vezes enfrentei os minibosses Byakue e Dohatsu Ten durante a campanha. No início, eles são bastante desafiadores e exigem uma boa leitura de seus movimentos, especialmente Dohatsu Ten. Entretanto, depois de enfrentá-los duas ou três vezes, o desafio diminui consideravelmente, dando lugar a uma sensação de repetição que pode se tornar frustrante.


Musashi contra o chefe Byakue na parte final do jogo:

Imagem: Capcom
Imagem: Capcom

Problemas de áudio e legendas

Outro problema que encontrei durante a jornada foi relacionado às falas dos personagens. Principalmente nas interações com personagens envolvidos em missões secundárias, percebi, em diversas ocasiões, um claro descompasso entre as legendas e o diálogo falado.

Em outros momentos, as falas eram reproduzidas pareciam se resumir a murmúrios, em vez de apresentar o diálogo propriamente dito.


Musashi conversando com um morador de Kyoto durante uma missão secundária:

Imagem: Capcom
Imagem: Capcom

Onimusha: Way of the Sword está disponível para as plataformas: PlayStation 5, Xbox Series X/S, Nintendo Switch 2 e PC





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