Control: narrativa envolvente e conspirações em uma experiência paranatural surpreendente
- Pedro Jadon
- 3 de jul.
- 3 min de leitura

Control é um jogo de ação e aventura desenvolvido pela Remedy Entertainment e publicado pela 505 Games, lançado em agosto de 2019. A trama mistura mistério, ficção científica e fenômenos paranormais.
Jesse Faden chega à sede do Federal Bureau of Control (FBC), uma organização governamental dos Estados Unidos. O FBC está localizado em um prédio na cidade de Nova York conhecido como "Antiga Casa" (Oldest House) e é responsável por investigar e estudar fenômenos paranormais que desafiam as leis da realidade.
A protagonista está à procura de seu irmão, Dylan Faden, de quem foi separada ainda na infância após um evento paranormal ocorrido em Ordinary, sua cidade natal.
O incidente aconteceu porque Jesse e Dylan encontraram e ativaram um misterioso projetor de slides que abriu portais para outras dimensões. O ocorrido chamou a atenção do FBC, que capturou Dylan para estudos e contenção, enquanto Jesse conseguiu escapar. A partir desse momento, ela passou anos em busca de respostas.
Ao chegar à sede do Federal Bureau of Control, Jesse encontra o diretor Zachariah Trench morto. Ao tocar sua arma sobrenatural, a Service Weapon, ela estabelece contato com o Board ("Conselho"), uma entidade extradimensional ligada à arma. Como Jesse consegue empunhar a Service Weapon sem morrer, o Board a reconhece como digna e a nomeia a nova diretora do FBC.
Gráficos e luminosidade dos cenários
Control apresenta gráficos de alta qualidade e excelente acabamento. Durante toda a minha campanha, não houve queda na taxa de quadros, nem encontrei bugs que prejudicassem a experiência.
A iluminação em certos ambientes é um dos problemas. Com o brilho configurado no padrão, eles ficam excessivamente escuros. Isso pode fazer com que o jogador perca tempo explorando áreas em busca do caminho correto ou deixe de encontrar itens e documentos importantes para a história, principalmente se, assim como eu, gosta de explorar todo o cenário antes de prosseguir.
Jesse Faden chegando na Casa Antiga no FBC:

A imersão narrativa
O jogo apresenta uma narrativa extremamente imersiva, envolvendo o jogador desde os primeiros minutos. Os documentos encontrados, as correspondências, os relatórios de pesquisa, os vídeos apresentados pelo Dr. Darling e as conversas com o ex-diretor Zachariah Trench por meio da Linha Direta fazem com que o jogador se sinta parte da investigação. Esses elementos despertam a curiosidade e incentivam a busca por respostas até o desfecho da trama.
Imagem da parte de colecionáveis ,onde ficam todos os itens coletáveis da investigação:

Combate e Interações com o Ambiente
Em Control, o jogador não pode escolher um nível de dificuldade no início da campanha, o que torna os primeiros confrontos bastante desafiadores. No entanto, o jogo aposta na curva de aprendizado. Conforme o personagem evolui, novas habilidades são desbloqueadas após a conclusão das missões no Plano Astral, e as mecânicas de combate se tornam mais naturais, fazendo com que os desafios pareçam cada vez mais equilibrados.
Por fim, a interação com o ambiente é um dos grandes destaques do jogo. Durante os combates, além das armas de fogo e dos ataques corpo a corpo, é possível utilizar praticamente qualquer objeto do cenário como arma, arremessando mesas, cadeiras, extintores e diversos outros elementos contra os inimigos. Essa mecânica torna o combate dinâmico, criativo e bastante satisfatório.
Imagem do Plano Astral, lugar em que as habilidades são desbloqueadas:

As teorias bizarras do Federal Bureau of Control
Durante a campanha, encontramos cartas e documentos escritos por funcionários do FBC repletos de teorias bizarras. Entre elas estão relatos sobre um peixe que fala palavrões, teorias que negam as mudanças climáticas e até a ideia de que o cigarro seria resultado de um pacto com alienígenas. Além disso, diversos documentos apresentam trechos censurados por tarjas pretas, reforçando o clima de mistério.
Também é possível observar que a sede do FBC utiliza tecnologias antigas, como telefones fixos, projetores de slides, máquinas de escrever, gravadores de fita e computadores ultrapassados. Isso acontece porque a organização acredita que tecnologias modernas podem representar potenciais riscos paranormais.
Esse é, na minha opinião, um dos aspectos mais interessantes do jogo, pois demonstra como o FBC, movido por sua paranoia, consegue esconder e manipular informações sob o argumento de proteger a sociedade.
Jesse Faden em Central Executiva:

A imprecisão do mapa
O mapa talvez seja o único ponto realmente fraco do jogo. Em diversos momentos, ele indicava que eu havia chegado ao objetivo da missão quando, na verdade, o local correto estava em um andar acima ou abaixo. Isso acabou gerando certa confusão durante a campanha e, em algumas situações, precisei recorrer à tentativa e erro ou consultar um tutorial para encontrar o caminho correto.
Imagem do mapa do jogo:

Control está disponível para as plataformas: PC, PlayStation 4, Xbox One, PlayStation 5 e Xbox Series X/S e versões baseadas em nuvem para: Nintendo Switch e Amazon Luna,
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